sábado, 27 de junho de 2020

Diários das Nossas Quarentenas

    Durante este período difícil, em que tivemos de estar fechados em casa quase sem sair, os alunos foram desafiados a criar os seus diários, com materiais diversos, reaproveitando o que tivessem em casa.
     Depois, foram convidados a fazer destes diários os seus confidentes e a desabafar com eles sobre o seu dia a adia, as suas principais preocupações e os seus anseios. Alguns até lhes deram nome próprio, seguindo o exemplo de Anne Frank.
     Aqui ficam as páginas/excertos dos colegas que não se importaram de as partilhar.



Domingo, 10 de maio de 2020

         Escrever um diário é uma forma de desabafar o que sentimos, o que nos vai na alma. O diário, muitas vezes, é o nosso companheiro, o nosso amigo eterno, pois é ele que espera por nós, aquele que nos compreende e que nos ouve.
         Esta é a minha primeira vez que escrevo um diário, e escrevo-o para desabafar o que tenho sentido nestes últimos tempos, dizer o que me vai na alma e acho que a melhor maneira de o fazer é escrevendo um diário.
         Então, vou falar sobre a razão pela qual estou a escrever este diário e a razão para que todo o mundo esteja fechado em casa.
         Devido a uma pandemia chamada Covid 19 (Coronavírus), o mundo inteiro está fechado em casa sem poder sair. Esta pandemia tem causado muitas mortes e muitos infetados, o que causa grande tristeza e grande preocupação.
        (…)
        Em relação às escolas, já não vamos ter aulas presenciais no 3º Período, o que me deixa triste, porque já tenho saudades da minha escola: de comer na cantina, de passear pelos corredores, de correr pela escola, de ver os professores e de poder abraçar os meus amigos.
        E assim passo mais um domingo, que na verdade já nem parece um domingo, pois já não estou reunida com a minha família, mas vai passando. 
        Então, aqui termino a minha primeira página do diário que já vai longa.

Eva, 6ºC


Sábado, 9 de maio de 2020 

Querido diário!
            Neste momento quero começar por admitir-te que já não me sinto bem dentro deste cubículo a que chamo casa. Acho que não sou a única que se sente assim, visto que estamos há quase dois meses em casa. 
A cada dia que passa fico mais confusa, não sei se me hei de preocupar, por conta do fim do estado de emergência ou se isso é um sinal de que tudo está a ficar bem.
            Até agora ainda não dei em maluca ou algo do género, mas vou ser sincera: já não aguento ficar em casa mais um mês. Gostava de ter um superpoder ou dois, o primeiro para conseguir arranjar a cura para o vírus, o outro seria para que todos lhe fossem imunes. 
            Mas enquanto estou em casa, acho que nada mudou, apenas as saudades do meu pai. Até agora tudo tem continuado igual, a escola tem sido desgastante, por vezes, mas se for a pensar pelo positivo, aproximei-me das pessoas com quem moro, principalmente da minha mãe e do meu irmão.
            Só me tenho preocupado com a possibilidade de alguém da minha família ou grupo de amigos vir a ser infetado. São quem mais amo e não quero perder ninguém para o vírus.
            Ainda nem te falei da escola… estou ansiosa, uma nova fase de escolaridade, quero aproveitá-la como nunca, mesmo que muito provavelmente venha a mudar de turma. Até pode ser bom, mas acho que vai ser complicado adaptar-me aos professores e disciplinas novas. 
            Enquanto a mesma não começa, vou tentando guiar-me com as matérias dadas a cada disciplina, pelo computador, com trabalhos, videoconferências, apresentações e com a ajuda do meu irmão, acho que pelo menos assim não fico um zero à esquerda na escola.
            Bem, não tenho mais nada para te contar ou desabafar. Não vou mentir... eu comovi-me ao escrever esta primeira página, mas até foi bom dizer-te o que sinto, obrigada por me ouvires!

Filipa, 6ºC


Antes de começar a escrever, queria perceber…


“Porquê escrever este Diário?”
Antes a resposta a esta pergunta era muito simples: “porque a minha professora me pediu”, agora, no fim dessa experiência, percebi que é sempre bom ter alguém ou algo com quem desabafar e libertar as nossas preocupações, medos,...
Ora vejam…

Olá, diário… podia começar a escrever-te assim, mas isso é muito vulgar e eu quero tornar-te especial.


Olá, amiguinho…

Preocupação, medo, insegurança, saudade,...
Já alguma vez sentiste isso?
Pois sim, hoje vou contar-te um dia em que esses sentimentos vieram “ao de cima”, um dia especial para um amiguinho ainda mais especial,... 
Aqui vai!
Era dia 15 de maio, quando PIP, PIP, PIP,... toca o despertador. Era ainda muito cedo, mas uma coisa fez-me perder o sono e levantar-me rapidamente, era o Dia da FAMÍLIA.
Quando fui tomar o pequeno almoço tudo era diferente, em vez de todos juntos houve um pequeno almoço em que cada um estava sentado numa ponta da mesa, bem longe dos outros. O dia foi continuando, com a adaptação às regras de segurança. Sabes, amiguinho, um vírus apareceu (covid-19) e pôs-nos de quarentena, ou seja, todos em casa, agora há telescola, teletrabalho,... 
Sabes, eu estou muito preocupada com a situação em que o país está: cada vez há mais casos, mais mortos e poucos recuperados. Também não falta o medo e alguma insegurança, pois para além de isto tudo a minha mãe ainda é profissional de saúde, o que faz com que ela possa estar em contacto com uma pessoa infetada e o risco de contágio seja maior. Sabes, tenho asma e não posso ficar infetada...
Para além de outras coisas, neste dia estivemos a ver um filme e ainda plantámos uma árvore em família, no âmbito de uma atividade escolar.  Ah! Já me esquecia de te dizer que nesse dia houve lugar para muitas lavagens de mãos. 
Foi um dia diferente, onde senti a falta do abraço da minha família. Mas com todos unidos e a colaborar, este vírus iremos derrotar!
Assim me despeço, amiguinho
Leonor (6ºC)


14-5-2020
Bom dia, querido diário.
Hoje faz 3 meses que estou em casa.
Esta quinta-feira apetece-me ir ver os meus amigos, pois estou com muitas saudades deles, mas devido ao coronavírus não posso.
Ainda bem que tu és de papel, ao menos não tens de estar “à seca” como eu. Como agora estou a ter aulas online, já me vou distraindo um pouco, mas não te preocupes que eu não vou parar de escrever para ti sobre os meus dias.
Tem sido “uma seca” cá em casa. Tínhamos de ficar de quarentena logo no ano que eu ia fazer uma “festa de pijama” com as minhas amigas, mas por causa do Covid-19 não posso. E logo este ano que também ia conhecer a terra onde a minha mãe nasceu...
Sabes, diário, vou-te contar um segredo, mas não podes contar a ninguém!!! Sabes, acho que nunca quis tanto ir para a escola como agora. Sinto falta dos meus amigos, das nossas palhaçadas, dos professores, dos auxiliares e das aulas presenciais, mas mais uma vez o coronavírus não deixa.
Por agora é tudo o que tenho para te contar, querido diário. Quando houver mais novidades, aviso-te.
Até logo.
Beijinhos da Maria                                                                                                      Maria, 6ºC


 Domingo à noite, 12 de abril de 2020


        Querido diário!
       
        Hoje o meu dia seria especial, é Domingo de Páscoa. À semelhança dos últimos 15 dias, tivemos que ficar em casa, pois o desgraçado do vírus ainda continua a impedir o convívio com os meus amigos e familiares.
Se o tal de coronavírus não existisse, o dia teria sido muito diferente. 
Logo pela manhã rebentavam foguetes no ar a anunciar a Ressurreição de Jesus Cristo, vestíamo-nos todos janotas e esperávamos, em família, a chegada da Visita Pascal para o “beijar da Cruz”. De casa em casa, lá íamos todos dizendo “aleluia, aleluia” e nos bolsos amêndoas da Páscoa. 
À tarde teria brincado com o meu primo Nuno que todos os anos vem de Lisboa, mas que este ano não pôde vir.
Sabes, agora vou dormir! Isto do vírus deixa-me triste e amanhã tenho de acordar cedo, é segunda-feira de Páscoa e vou passar o dia com o meu pai. Já sei, vai ser a mesma coisa, vou novamente ficar em casa.
Já me estava a esquecer de te contar uma coisa: terça-feira continua a escola mas, desta vez, vai ser diferente, vamos ter aulas a partir de casa. Até é interessante, mas não é a mesma coisa.
Boa noite, agora vou mesmo dormir!

Martim, 6ºC

17 de Abril de 2020

Olá, querido Bobi,

           Estou a escrever-te a ti, querido Bobi, porque gosto muito de ti! 
O Bobi é o cão da minha avó. Eu gostava de ter um cão, mas os meus pais não querem pois vivemos num apartamento, e o meu pai não gosta de cães em casa! Às vezes fico triste. Gostava de ter com quem brincar … não tenho irmãos … sinto-me um pouco só!...
Como sabes, desabafar não é uma coisa que goste muito de fazer, mas sei que tu podes ser uma grande ajuda.
Parece que o tempo passa e que está sempre tudo bem, mas não é verdade! Estou sentada na minha secretária a pensar no que pode acontecer no futuro. O mundo gira e eu aqui. Sei que este vírus está a contaminar o mundo e que podemos perder as pessoas que mais amamos. Mas com esperança e fé isso não vai acontecer!
Com este Covid 19, sinto-me presa na maior parte dos dias, principalmente quando o sol entra pelas janelas do meu quarto, e saber que não posso fazer coisas ao ar livre, nem estar com os meus amigos, nem ir à escola … isto não é divertido! Sabes que agora tenho aulas a distância, em que algumas vezes os professores enviam trabalhos para fazermos e outras vezes temos aulas por videoconferência… mas outro dia conto-te tudo sobre isso…
Hoje vou contar-te como foi o meu dia…
Apesar de tudo há sempre dias melhores.  Hoje foi um bom dia, é domingo e tínhamos que plantar uma árvore, um desafio da disciplina de Português. Então fomos para um terreno verde e amplo que os meus pais compraram e aí pude andar de bicicleta até ficar com dor de pernas! Esse terreno também tem uma vinha, várias árvores por ex.: laranjeira, macieira, nespereira, nogueira... 
Corri muito, joguei futebol com o meu pai, e como já te tinha dito plantei mirtilos com os meus pais. Quando cheguei a casa estava cansada, mas ainda acabei os trabalhos da escola, toquei guitarra no meu grande, dócil e fofo tapete rosa, cozinhei com o meu pai (uma canja de galinha que adoro e um hambúrguer delicioso). Foi um dia muito divertido!
Amanhã vai começar mais uma semana, em que não posso ir à escola, vou ter aulas à distância. Mas não posso desistir, o que hei de fazer?
Continuar a estudar, brincar, tocar piano e guitarra, desenhar, pintar, cozinhar… como se estivesse tudo normal?! Não está, mas espero continuar a ter dias divertidos como hoje …
Por agora temos que seguir as regras de segurança, para nos protegermos, para daqui a algum tempo poder voltar à escola, brincar com os meus amigos…
Só queria que isto passasse! 
Até breve…


Matilde, 6ºC


(…)
A minha vida levou uma grande mudança, porque estava habituado a ir à escola e a ver os meus colegas todos os dias e agora, devido à pandemia, não tem sido possível, mas sinto muita falta dos meus colegas, porque brincávamos juntos, íamos à cantina todos juntos e sinto falta desses momentos. 
            Estes dias de pandemia têm sido difíceis, pois temos de estar em casa e é complicado não estar com as pessoas de quem mais gostamos, que são a nossa família, que são muito importantes para mim e, claro, os meus colegas de quem também sinto falta. (…)

Rodrigo, 6ºD


Nesta quinta-feira, acordei de maneira diferente, com os meus pais e o meu irmão a cantarem-me os parabéns. Eu logo acordei cheio de entusiasmo, mesmo sabendo que os meus familiares (avós, tios e primos) não iam poder estar presentes. 
 Neste dia não estava muito ocupado, por isso pus-me a refletir sobre o que pode vir a acontecer, devido à pandemia. Perguntei-me se a vacina chegará a tempo...? O que aconteceria se apanhasse o vírus? Quando é que isto tudo irá acabar? 
Há algumas semanas que não vejo pessoalmente os meus tios, primos e avós, família que me faz falta. Nunca pensei que algum dia teria de passar por esta situação, de estar em casa 24 horas por dia.  
E o regresso à escola, como e quando será? Eu imagino-me a ir ter com os meus amigos e professores, para estarmos novamente juntos, mas com a devida precaução. 

Matias, 6ºD


Hoje é dia 9 de maio de 2020.


Está quase a fazer dois meses que estou em casa, sem ver os meus amigos, os professores, os funcionários, a escola…
     Já tenho tantas saudades de tudo, mesmo das coisas de que menos gosto.
     Não saio de casa desde o dia 13 de março, a não ser para ir ao pátio brincar com o meu irmão.
     Hoje acordei um pouco mais tarde, pois aproveitei que não tenho aulas, para dormir mais um pouco. (…)

     Depois do almoço (que foi lasanha que a minha mãe fez, e eu adoro), aceitei o desafio proposto pela professora de Educação Física, Isabel Demar, e fomos em família fazer uma caminhada para comemorar o Dia da Família que se assinala a 15 de maio.
     Fomos caminhar pela estrada que liga Sátão à Trêmoa. 
     O meu irmão levou a bicicleta dele (foi a primeira vez que andou de bicicleta sem ser no pátio aqui do prédio), para praticar andar na estrada. Ainda caiu uma vez, mas até que se portou muito bem. Estou orgulhosa dele!
     A caminhada não pôde ser muito longa porque a minha mãe não pode fazer longos percursos, mas deu para nos divertirmos em família, era esse o objetivo.
     Depois da caminhada, fui fazer os trabalhos de Ciências Naturais, Português, Cidadania e Educação Visual, que também eram sobre a família. Deram bastante trabalho, mas valeu a pena.
Para terminar o meu dia, depois de jantar, li um pouco antes de dormir. Comecei a ler um “calhamaço” que a minha mãe me ofereceu a semana passada (ela sabe que eu adoro ler).
     Mas por hoje já chega, está na hora de dormir. 

Mariana, 6ºD


Quinta feira, 30 de abril de 2020 

Querido diário, vais ser meu confidente durante esta quarentena. 
Neste tempo de pandemia, em que temos todos que ficar em casa, sinto que estou mais próxima dos meus pais e do meu irmão e os conheço melhor. Está a ser um grande desafio!  
(…)
Pratico exercício físico com a minha mãe no final do dia e agora também já começamos a fazer caminhadas em zonas isoladas. Assistimos a séries na televisão, jogamos jogos de tabuleiro, fazemos mais bolos que o costume e algumas arrumações que já estavam prometidas, mas ainda não tinha havido tempo para elas. 
Para combater as saudades, que já são muitas, falo com os meus avós, restante família e amigos por videochamada. 
Resolvi começar hoje a escrever-te, porque apesar de estar a gostar de passar mais tempo com a minha família, estou ansiosa para recuperar a minha vida no seu ritmo normal e hoje, mais do que nunca, sinto-me saturada desta quarentena. 
Às oito da manhã, mais uma vez, o meu despertador tocou para me fazer lembrar que me esperava mais um dia inteiro de aulas online, à frente do computador. O que ao princípio parecia cativante, agora está a transformar-se em saudades. Saudades dos colegas, das salas de aula, dos professores, enfim da minha escola e da minha liberdade.  
Talvez esteja com mais saudades pelo facto de ter visto os meus colegas e o professor de matemática, numa aula em videoconferência. Por um lado, fiquei feliz por ver de novo as suas lindas caras e saber que todos estavam bem, mas por outro fiquei ainda com mais saudades e com vontade de que voltasse tudo ao normal. 
Vou fazer uma caminhada com os meus pais, pelo menos saio um pouco de casa, apanho ar puro. Não te assustes, querido diário, vou pela mata onde não se encontra ninguém! 
Até já …. 

                                                                                   Mafalda, 6ºD

terça-feira, 23 de junho de 2020

Ed. Visual

Os alunos do 6ºC eD, na disciplina de Educação Visual, reproduziram algumas obras de arte, aplicando conhecimentos e técnicas. Foi mais um trabalho efetuado no E@D, um trabalho feito com o agrado de todos."






Estruturas com recurso a desperdícios

"Os alunos do 6ºD na disciplina de Educação Tecnológica elaboraram estruturas com recurso a desperdícios.
Eis alguns dos trabalhos elaborados pelos nossos artistas.
Ficou espetacular."








quinta-feira, 18 de junho de 2020

POESIA INSPIRADA N' «As Naus de Verde Pinho»

     Nas aulas de Português, os alunos leram a obra "As Naus de Verde Pinho: viagem de Bartolomeu
Dias contada à minha filha Joana", de Manuel Alegre.
     Após o estudo, construíram algumas quadras inspiradas no mar, nas caravelas e nas viagens marítimas dos portugueses.

     Apresentamos algumas mais inspiradas, dos alunos do 6ºC e 6ºD.



Lá vai uma caravela
com Bartolomeu Dias a caminho
para o mundo conquistar
o Cabo das Tormentas teve que dobrar.   Ana Rita, 6ºD


O sol perguntou ao mar
-Então, meu querido amigo, os barcos vão passar?
-Hoje estou bem disposto
 Eles que venham com as caravelas navegar.  Rodrigo, 6ºD


Lá vai uma caravela

Cheia de coragem
Tinha um bom capitão
Que se fez à viagem.  Simão, 6ºD


O sol perguntou ao mar
Se havia alguém a navegar
O mar respondeu que além dos peixes,
Os portugueses tinham acabado de passar.  Marcos, 6ºD

Passai navegadores

Através da minha aguarela
E assim começou a descoberta do mundo
Lá vai uma caravela.   Maria, 6ºC


No alto daquele mar,
Lá vai uma Caravela
A navegar, a navegar...
Para novas terras poder encontrar!  Leonor, 6ºC


O sol perguntou ao mar
- De onde vem a tua bravura?
- Das caravelas que me querem navegar
e das gentes que partem à aventura.   Martim, 6ºC

PARABÉNS AOS PEQUENOS POETAS!!!

ARMAS para MORRER de RISO !!!

     Este foi um desafio que nasceu da leitura do poema "Meninas e Meninos", de Fernando Sylvan (Timor-Leste), cujo tema era a guerra e o sofrimento que ela provoca nas crianças, especialmente. Depois, leram "A Bomboa", um texto de Gloria Sánchez sobre uma "bomba boa", e foram desafiados a escrever sobre ou a inventar outros exemplos. Em poesia ou prosa.

     Embora este tema não tenha propriamente a ver com o nosso projeto de DAC, há alguns textos que vale a pena ler, pela graça com que foram feitos, pelas ideias que transmitem e pelo prazer que podem despertar em nós.

    Espero que te divirtas como eu. E podes deixar um comentário!
A professora de Português, 
Isabel Almeida


Pistolate Era uma vez um pistolate que era uma pistola, que disparava tomate! Ele ficou assim porque não gostava de matar então o seu dono deu-lhe tomate e as guerras decidiu abandonar Ele é como uma pessoa normal que vai ao café e ao restaurante mas o que nunca pode faltar é o molho de tomate super picante Ele só quer amar e pessoas poder ajudar mas muitos não gostam do tomate que está sempre a salpicar...!
Rodrigo, 6ºD

Rifle de promoção Queres uma arma à maneira? Tens a rifle de promoção Tudo aquilo em que acerta Sofre transformação. Um tiro, Dois tiros, Três tiros, Deixa tudo em promoção!!!.

Simão, 6ºD


Espoda Espoda é uma espada que poda Quando queremos ir à vinha o que queremos é colher mas para conseguir a poda temos que fazer Não é só na vinha que é precisa no pomar também dá jeito ela é uma grande amiga para quem não corta direito Só tem um defeito: quem a não souber manusear pode até cortar o peito.

Martim, 6ºC


A METRABALHADORA

A metrabalhadora é uma metralhadora trabalhadora, que ajuda toda a gente. Quando a chamam ela vai logo ajudar. Ela está sempre a trabalhar, seja para fazer uma casa, para fazer uma estrada e até na agricultura. Só tem um defeito: quando lhe contam uma piada ela dispara a rir. Dispara chocolates e rebuçados.
Tiago, 6ºC


A EspinGORDA
A Espingorda é uma espingarda gorda. Quando ela dispara, é só comida. Basta desviarem o olhar que ela já está a comer, ela só come, só come. Depois admira-se que anda sempre no chão, já nem os militares tem força para pegar nela. Até os inimigos fazem uma grande festa, com a comida dela. Quando um dos militares prime o gatilho, é melhor saírem da frente, porque senão já ficam jantados e almoçados por muitos dias.
Então, quando ela solta uns gases (as balas) toda a gente fica admirada, mas depois é um cheiro a ovos podres, a queijos podres, a batatas podres que nem se aguentam...!

                                                                                       Luana, 6ºC

PISTÔLA
A pistôla é uma pistola, mas é um bocadinho tola e não faz mal a ninguém.
Gosta muito de de se molhar e molhar os outros, então ela só atira água.
Por fora ela é toda colorida, cheia de brilhantes e parece que está sempre no Carnaval. Ela ri muito mas não sabemos porquê, deve ter algum problema, mas vai custar muito a compô-la e ela nem vai querer, então deixaremos isso para depois!
Há uma palavra misteriosa, pois ao pronunciá-la a pistôla desaparece. Essa palavra é: “doces!” .

Oh...! Para onde será que ela foi?
Carolina, 6ºC

quarta-feira, 17 de junho de 2020

DAS NOSSAS JANELAS....

    Durante esta fase em que todos estivemos fechados em casa, olhar pela janela foi uma das melhores formas de cada um se sentir mais livre, mais próximo da Natureza e das suas maravilhas.

     No estudo do texto descritivo, os alunos foram convidados a partir do local onde se encontravam (quarto, escritório, sala...) e a lançar o olhar pela janela para viajar e descrever o que os rodeava.

     Aqui poderás ler os textos elaborados, com destaque para o que cada um  pôde contar-nos acerca do que via, ouvia, cheirava e sentia.

     Viver na aldeia, rodeado pela Natureza, é sentido por muitos dos alunos como um privilégio!...

 


     BOAS LEITURAS!!!

Diários das Nossas Quarentenas

    Durante este período difícil, em que tivemos de estar fechados em casa quase sem sair, os alunos foram desafiados a criar os seus diário...